História de Candelária

O BAIRRO

 
    O bairro Candelária foi criado oficialmente, através da Lei n° 4.330 promulgada em 5 de abril de 1993. Bairro que nasceu conjunto habitacional, empreendimento realizado pelo Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais (INOCOOP/RN). Entregue em 1975, não foi nada fácil os primeiros tempos. Erguido no alto, sobre dunas, Candelária sofria com a falta de transporte coletivo, e parte de seus moradores tinham de enfrentar o areal, da hoje Avenida Prudente de Morais, via de acesso ao conjunto.
     O conjunto cresceu e virou bairro. Quanto a origem do seu topônimo, a ex-diretora do INOCOOP, Maria do Rosário (apud SOUZA, 2008), diz estar na adaptação do nome Candelário, estação de sky visitada por ela quando estava na Espanha.
      O bairro Candelária, longe de ser aquelas "desérticas" dunas do passado, guarda a história da expansão urbana de Natal.
 
Fonte: Anuário de Natal 2009

 

O "GARRAFÃO"


Jornal Tribuna do Norte
12 de setembro de 1999
“Garrafão” deu largada ao comércio do bairro
                Um dos marcos de candelária foi o primeiro comércio local chamado de Garrafão. Ele funcionava da Avenida Bento Gonçalves com a Raposo Câmara, onde está hoje a drogaria Michelle. Este era o verdadeiro ponto de encontro do bairro. “Ali funcionava um bar e era o lugar onde podíamos comprar alguns gêneros alimentícios. As vezes, eles colocavam uma piscina plástica e música para o lazer dos moradores”, recorda o ex vereador Armando Viana, 74 anos.
                O comércio fez tanto sucesso entre os moradores que até hoje, mesmo já não existindo, a área onde estava instalado ainda se chama Garrafão.
                A história do surgimento do conjunto Candelária é similar as dos demais conjuntos da cidade. As casas foram construídas oficialmente em 1976, pelo Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais (INOCOOP), com intuito de atender à população de classe média. A distância do centro da cidade, 13 quilômetros, era considerada um problema pelos moradores.
                Armando Viana chegou ao conjunto antes da inauguração oficial, em 1975. “ A pressa era tanta para morar logo, que tinha gente colocando papelão nas janelas, porque não queria esperar o término da construção. “Como vereador na época, ele começou a providenciar infraestrutura para o bairro. “Não passava ônibus aqui dentro. Ia somente até a BR 101. Ali, da BR até a torre, pela Ataulfo Alves, era mato e uma escuridão dos dois lados”, menciona Armando.
                Ele conseguiu, com a empresa Barros, um ônibus que seguia pela Avenida Bento Gonçalves até a atual Escola walfredo Gurgel. Deste ponto, o veículo voltava. Em 1978, fundou o Conselho Comunitário do bairro. Armando conseguiu uma série de serviços para a comunidade, como atendimento médico, centro social, coleta de lixo e policiamento.
                Curiosamente, além do Box da Polícia Militar que ficava na Bento Gonçalves, logo no começo do surgimento do conjunto, as pessoas também pagavam vigias para fazer a segurança de cada quadra. Quando Armando chegou, a Prudente de Morais era estrada de barro. No final da década de 70, ela foi calçada até as imediações do cruzamento com a avenida Bento Gonçalves.
                Conforme informa Armando, o lado nobre do bairro – o Alto da Candelária – foi assim denominado porque antes das construções, quando se olhava para o local, era possível visualizar um morro.