Moradores de Candelária aprovam permuta de terrenos com a prefeitura

09/06/2010 13:46

Votação unânime entre os moradores do bairro Candelária com relação à permuta de terrenos com a prefeitura. Há cerca de 6 anos de luta, a assembléia realizada no CONACAN, no dia 25, definiu o destino para os terrenos situados na confluência da Av. da Integração com as ruas do Rosário e Presidente Pamplona e o outro, situado em frente à Escola Estadual Walfredo Gurgel, pertencente ao Conselho do bairro. O processo, iniciado pelo padre Antonio Gomes, solicitava a doação do terreno, mas a prefeitura sugeriu a permuta com outro, uma vez que a área em questão é considerada um ponto verde, embora que, na realidade, o terreno é destinado atualmente a depósito ilegal de lixo, chamado Ecoponto e morada para muitos bandidos que circulam pelo bairro.

 Segundo o presidente do CONACAN, o objetivo da permuta é de transformar o terreno, que hoje não traz benefícios a comunidade, em um Centro Social, que atenda os anseios dos moradores, principalmente aqueles que residem nas proximidades, bem como, a construção da Capela Nossa Senhora de Guadalupe, contemplando principalmente a população idosa, que mora do outro lado da Av. Prudente de Morais, tomando como referência, a Igreja Matriz e que não podem participar das atividades religiosas, em virtude da dificuldade de locomoção.

Durante a assembléia, alguns moradores se manifestaram sobre a permuta, dentre eles, a advogada Camila Gomes, que também integra a comissão para a retirada do Ecoponto de Candelária. Segundo ela, a construção do Centro Social tende a trazer muitos benefícios à comunidade. “Uma área verde deve gerar benefícios a população. Não existem benefícios naquele terreno. Quem mora próximo, além de conviver constantemente com o mau cheiro que vem do lixo, temos que conviver com a violência. Temos medo de sair de casa”, ressalta.

Entre as autoridades presentes, estava à vereadora Sgt. Regina, que ressaltou a importância de solicitar a doação do terreno e não a permuta. “É um dever da prefeitura autorizar a doação de terrenos que venham contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos moradores, porque quem sabe das necessidades do bairro são os seus próprios moradores”, sugeriu. Na oportunidade, foi levantada a possibilidade da realização de um plebiscito, mas os presentes na assembléia preferiram votar, uma vez que a maioria da população não comparece a eventos que tratem dos seus interesses. Exemplo disso, o abaixo assinado para retirada do mini presídio do bairro.

Em relação à construção da Capela Nossa Senhora de Guadalupe, o padre Júlio Cesar, em conjunto com a igreja católica, se comprometeram em arrecadar fundos para erguê-la, mas ele destacou a importância da construção do Centro Social. “Todos os eventos que tratem de atender as necessidades da população, eu estou presente, porque é um dever apoiar esse tipo de ação”, afirmou.

Além do padre Júlio César e da vereadora Sgt. Regina compareceram a assembléia, a assessoria do vereador Luis Carlos, o ex-presidente do CONACAN, Luiz Antonio, bem como, cerca de cem moradores de Candelária.