Nossa Senhora de Guadalupe é festejada em Candelária

13/12/2011

O setor missionário da Paróquia de Candelária, Nossa Senhora de Guadalupe, que engloba as ruas nas proximidades da praça por trás da caixa d’água, celebrou nesta segunda-feira (12) a padroeira da América Latina com missa solene, reunindo fiéis de Guadalupe e paroquianos de Candelária. Na oportunidade, houve a renovação do envio dos zeladores da imagem da padroeira dos pobres.

Segundo Padre Júlio Cesar, pároco da Candelária, um ofício foi enviado ao gabinete da prefeitura municipal, solicitando a doação do terreno situado entre as ruas do Rosário, Presidente Pamplona e avenida da Integração, para a paróquia, que pretende construir a capela de Nossa Senhora de Guadalupe no local. A previsão é de que até março do próximo ano, a prefeitura dê retorno do ofício.

História

A devoção a Nossa Senhora de Guadalupe teve início no México, com sua aparição ao índio batizado Juan Diego. Por volta de 1531, ele passava pela colina de Tepeyac, perto da capital mexicana, quando ouviu uma suave melodia. Olhou e viu sobre uma nuvem branca uma linda Senhora resplandecente de luz, envolta em um arco-íris.

Ela chamou-o pelo nome, disse-lhe que era a verdadeira mãe de Deus, e encarregou-o de pedir ao bispo, Dom Juan de Zumárraga que construísse uma igreja naquela colina para sua honra e glória de Deus. Após muita dificuldade o índio conseguiu falar com o bispo, que naturalmente não acreditou na sua história.

Usando de prudência, o bispo pediu um sinal da Virgem ao indígena, que somente na terceira aparição foi concedido, quando Juan Diego estava indo buscar um sacerdote para o tio doente. A Virgem o instruiu para que colhesse flores no bosque e as levasse ao bispo. Diego obedeceu.

O bispo ficou estupefato quando abriu o pano que o índio lhe estendeu. Não podia entender como, em pleno inverno, o índio encontrou um ramalhete de flores frescas e perfumadas! E, na manta bordada que o índio usou para embrulhar as flores, estava a figura da Virgem de Guadalupe: tez morena, olhos claros, e vestida como as mulheres da Palestina! Dom Zumárraga, emocionado, acreditou na história do índio e seguiu suas instruções, providenciando a construção do templo em honra da mãe de Deus.

A partir daí, a evangelização do México, até então lenta e difícil, tornou-se avassaladora, sendo destruídos os últimos resquícios da bárbara superstição dos astecas, que escravizavam outros povos e sacrificavam seus próprios filhos em rituais sangrentos.

O manto de Juan Diego, que deveria ter se deteriorado em 20 anos, devido à baixa qualidade do tecido, mantém-se perfeitamente conservado apesar de se terem passado mais de 450 anos, e ainda hoje é venerado no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, que se tornou o santuário católico mais popular do mundo depois do Vaticano.